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Senhor, Doutor! O Doutor Estranho de Stan Lee e Steve Ditko

7 de novembro de 2016

A Marvel iniciou sua nova era no cinema. Agora, alguns filmes partirão para o mundo da magia dentro das suas histórias, um mundo que até hoje não havia sido explorado. Fomos assistir ao filme Doutor Estranho e comparamos ele com as HQ’s.

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ATENÇÃO, ESTE POST CONTÉM SPOILERS DO FILME! SE VOCÊ AINDA NÃO VIU, NÃO PROSSIGA!

É, o que podemos dizer é que o filme é excelente. Engraçado, ele dialoga muito bem com o público, apesar de não ter muita ação em relação aos filmes mais convencionais.

O primeiro filme sobre o mago supremo da Marvel surpreende e prende sua atenção. Mas a Marvel tropeçou em uma das principais questões estruturais do filme e eu vou explicar agora!

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Criado por Stan Lee (e sim, ele aparece no filme, como sempre) e Steve Ditko (renomado desenhista criador de ninguém mais ninguém menos que o Homem-Aranha, em 1962), o Doutor Stephen Strange surgiu em 1963 com a HQ Strange Tales #110 e teve algumas edições solo.

Porém, Stan Lee já havia usado o nome de “Doutor Estranho” em algumas histórias como um vilão de seus heróis. Com o tempo e suas histórias nas HQ’s evoluindo, o personagem ganhou um novo molde. Características originais, como o fato de lutar usando a inteligência e a magia ao invés da força fizeram o herói se destacar.

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No filme, que por sinal é muito bem filmado e dirigido, podemos ver a marca registrada das HQ’s do Doutor Estranho presente na arte de suas magias, na inteligência do personagem e como ele lida com seu infladíssimo ego.

Nas HQ’s, maravilhosamente ilustradas por Steve Ditko, o mago ganha a audiência exatamente pela proposta ousada da época, que é o uso da magia em vez da força. Traços bem definidos, na sua maioria em forma sombria e misteriosa, parecem levar o leitor ao mundo do personagem de uma forma sutil… uma experiências que poucas HQ’s proporcionam.

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E é justamente neste ponto que a Marvel deu um tropeçada. Mas, antes de me aprofundar mais sobre isso, preciso destacar o casting do filme, um ponto mais do que positivo!

Além do Doutor Estranho (maravilhosamente interpretado por Benedict Cumberbatch), a produção ainda trouxe a grata surpresa de Tilda Swinton como a “Anciã” e Chiwetel Ejiofor como Barão Mordo. Todos eles mandaram muito bem nos seus papéis.

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Porém, com toda a tecnologia aplicada no filme, fica praticamente impossível você assisti-lo em 2D. Com certeza absoluta você não vai ter a experiência proposta pela Marvel. Ou seja, acabamos ficando reféns do 3D… e eu ainda recomendo que, se possível assista o filme com a melhor qualidade de imagem e som, pois há muitos detalhes, que podem parecer poucos, mas são cruciais… e você perderá. Um bom exemplo é a eliminação do mundo pelo Dormammu e o passeio através do conhecimento que a “Anciã” propõe.

Mas em linhas gerais, é um bom filme. A Marvel ousou, e muito! Posso dizer que não é o melhor filme deles, mas não é o pior nem de longe. Portanto, vale cada real e cada segundo. E para todos que adoram arte, como nós, vale cada pequeno detalhe de um filme BELÍSSIMO!

 

DICA:

Doutor Estranho estreou há muito tempo, então não vale a pena pegar a primeira HQ do mago para ler. Se você quiser se familiarizar com a história, leia Doutor Estranho: O Juramento.

Aqui, você vai aprender sobre a origem do personagem e entender mais do seu problema com o ego.

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Ah, e se você for assistir o filme, não se esqueça que ele tem 2 cenas pós-créditos. Fique até o fim! Dica valiosa!

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